Segundo o historiador Theodoro Braga, a
origem do município de Tucuruí está relacionada com o povoado de Alcobaça,
fundado em 1781, pelo governador e capitão-general José de Nápolis Tello de
Menezes. Por sua localização estratégica às margens do rio Tocantins, a
fundação do povoado de Alcobaça tinha um duplo caráter - o fiscal e o militar -
sobre a navegação naquele Rio. Posteriormente, pela Lei nº 661, de 31 de
outubro de 1870, o povoado de Alcobaça foi elevado à condição de Freguesia, com
a denominação de São Pedro do Alto Tocantins, ficando situado no lugar
conhecido como. Pederneiras, no município de Baião.
Sendo substituído mais tarde, através da
Lei nº 839, de 19 de abril de 1875, pelo nome de São Pedro de Alcobaça,
denominação que perdurou até o ano de 1943, quando pelo Decreto-Lei nº 4.505,
de 30 de dezembro, surge o nome de Tucuruí, não havendo registros da origem
política ou geográfica da palavra. Sabe-se entretanto, que esse nome foi dado
em 1944, por ocasião da mudança em todo o país, de nomes de cidades e vilas
repetidos. Registra-se que, em 1895, o engenheiro João Vasco Manoel de Bramm,
escolheu o lugar de Alcobaça para ser o ponto inicial da Estrada de Ferro
Tocantins, tendo construído nesse local, alojamentos para
o pessoal que iria trabalhar na ferrovia, iniciando as atividades dessa
construção em setembro de 1895. Esse fato contribuiu para o repovoamento do
local, registrando-se afluência de pessoas que iriam trabalhar na obra, cuja
rota fora concebida para ter 179 km de extensão,partindo de Alcobaça até a
praia da Rainha.
A colonização de Tucuruí deveu-se, em
parte, à grande procura de pessoas que demandavam a região do
Tocantins,atraídos pelas riquezas naturais, bem como pela facilidade de acesso
ao Estado de Goiás.Até 1947, Tucuruí permaneceu anexado ao território do
município de Baião, ocasião em que a Lei nº 62 artigo 36, de 31 de dezembro
daquele ano, concedeu-lhe autonomia municipal, durante o governo de Luís Geolós
de Moura Carvalho,desmembrando-o assim do território de Baião.Em 1991,no dia 13
de dezembro, seu território passou por vários desmembramentos. Através da Lei
nº5.686, do município de Tucurui, juntamente com parte dos territórios dos
municípios de Rondon do Pará e Jacundá, foi criado o município de Goianésia do
Pará; com a Lei nº5.702 dos terras de Tucurui, Jacundá e Pacajá, originou-se o
município de Novo Repartimento; e das terras de Tucurui, Moju e Rondon do Pará,
com a Lei nº5.703, foi criado o município de Breu Branco.
Atualmente possui apenas o distrito-sede.A
construção da hidrelétrica transformou a vida da população local, e mudou a
paisagem e a configuração geográfica de Tucuruí, assim como reestruturou a
economia e a história do Município.
Em pouco mais de 50 anos de existência,
Tucuruí tem sua história transformada pela construção da Usina Hidrelétrica.
Nesses dois momentos distintos, antes e depois do funcionamento da usina, não
foi apenas a configuração geográfica do município que mudou. A base econômica,
a formação da população e as perspectivas acompanharam essa transformação
radical, fazendo de Tucuruí, hoje, um pólo de geração de energia com capacidade
para explorar, de forma racional, as belezas naturais enriquecidas pelo lago
artificial.
Quem chegasse a Tucuruí em 1947, recém elevado à condição de município,
encontraria um lugar aprazível à margem do rio Tocantins, na época um
movimentado entreposto comercial da região formada pelos rios Tocantins e
Araguaia.
Em 1950, segundo o Recenseamento Geral,
Tucuruí tinha 2448 habitantes. A população se concentrava na cidade de Tucuruí
e na vila de Remansão. Existiam ainda os povoados de Nazaré dos Patos e Muru,
mas ambos com menos de 100 habitantes.
Naquela época, a base da economia de
Tucuruí era a extração da castanha-do-pará, chegando o município a exportar, em
1956, mais de 3 mil hectolitros do produto. O comércio de madeira era a outra
atividade econômica digna de destaque. O município importava quase tudo o que
consumia, uma característica que permanece até hoje, à exceção dos gêneros
alimentícios.
Cinco décadas depois, sob as bênçãos de São José, o padroeiro do
município, a população teve um crescimento extraordinário, saltando para quase
90.000 habitantes.
A geração de energia é sua principal fonte
de arrecadação. Mas o município também investe em outros setores econômicos,
como a produção agrícola, a pecuária, a exploração de madeiras e a atividade
pesqueira.
Tucuruí tem mais de 50 anos de emancipação
política. Mas sua história começa a ser escrita ainda no século XVII, quando em
1625 o frei Cristovão de Lisboa chegou à região pretendendo fazer contato com
os índios. Em 1781, o governador José Napoles Telles de Menezes fundou o
lugarejo de São Bernardo de Pederneiras e, no ano seguinte, criou o Registro de
Alcobaça.
Já no século XIX, a região do Tocantins-Araguaia passou a ser
ocupada por aqueles que chegavam em busca de suas riquezas naturais, e também
interessados na proximidade com as terra que hoje formam os estados de Goiás e
Tocantins. O núcleo populacional formado às margens do rio Tocantins, no lugar
conhecido como Pederneiras, município de Baião, passou a ser a freguesia de São
Pedro de Alcântara em 31 de outubro de 1870, através da Lei nº661.
Nova denominação foi dada em 19 de Abril de 1875, pela Lei nº839.
O local foi chamado de São Pedro de Alcobaça até 30 de dezembro de 1943, quando
passou a denominar-se Tucuruí, por força do Decreto-Lei nº 4.515. O novo nome,
cuja origem indígena significa "rio dos gafanhotos" ou "rio das
formigas", permanece até hoje, identificando o local que,
quatro anos depois, seria desmembrado de Baião para se tornar
o município de Tucuruí, através da Lei nº062, artigo 36, de 31 de dezembro de
1947. Em 13 de maio do ano seguinte foram realizadas as primeiras eleições
municipais. A Câmara foi instalada no dia 29 do mesmo mês.
Tucuruí sempre esteve destinado a
construção de grandes projetos. Primeiro foi a construção de uma estrada de
ferro, objetivando transpor as cachoeiras do Tocantins, entre Tucuruí e Marabá,
e ligar Belém a Goiás. Com 391 km , a ferrovia iria de Alcobaça a Boa Vista do
Tocantins. Foi criada então a Companhia de Viação Férrea e Fluvial do
Tocantins, que depois de 1905 passou a chamar-se Companhia de Estradas de Ferro
do Norte do Brasil. Em 1908, foram inaugurados 43 km da ferrovia, que chegou a
84 km , com as seguintes estações em seu percurso"Arumateua (Km-25), Breu
Branco (Km-43), Independência (Km-53), Tucuruí (Km-68), e Região (Km-97). A
Companhia encerrou as atividades e o acervo da ferrovia foi adquirido pelo
Governo Federal. Hoje, porém, não mais existe, já que a estrada de ferro foi
extinta em 1974. Depois foi a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, que
viria a ser a maior Usina Hidrelétrica genuinamente nacional e a maior
obra em concreto já realizada no Brasil.
Situada na Região Sudeste do Pará, à
margem do rio Tocantins, Tucuruí cresce nessas cinco décadas de emancipação e,
com a construção da hidrelétrica, tornou-se o maior centro gerador de energia
do país. Em 22 de novembro de 1984, o então presidente, João Batista
Figueiredo, inaugurou não apenas a Hidrelétrica de Tucuruí, mas um novo tempo
na história do município e do próprio Estado do Pará.
A origem do município de Tucuruí, palavra
que na língua indígena significa "Rio de Gafanhotos" ou "Rio de
Formigas" , remonta o ano de 1782, quando era governador do Pará José de
Nápole Têlo de Menezes, conforme registra a Grande Enciclopedia da Amazônia do
historiador Carlos Roque. Naquele ano a fundação do Forte da Fachina levou ao
surgimento do forte de Alcobaça. Também chamado de Nossa Senhora de Nazaré, o
forte tinha duas funções bem distintas a fiscal e a militar.
Em 31 de outubro de 1870 foi criada pela
Lei n. 661 a Freguesia de São Pedro de Alcântara. no lugar conhecido como
Pederneiras pertencente ao município de Baião, onde se concentrava o maior
número de habitantes daquele trecho do Rio Tocantins. O nome da freguesia foi
mudado para São Pedro de Alcobaça em 19 de abril de 1875, através da Lei 839.
Em 1980, o governo republicano autorizou a
construção de varias linhas férreas, entre as quais a Estrada de Ferro
Tocantins que tinha por objetivo possibilitar o acesso aos Estados de Goiás e
Pará, impossibilitado por via fluvial devido aos trechos encachoeirado do Rio
Tocantins, a construção até Jatobal, um trecho de 117 km, trouxe vários
benefícios para a freguesia, como a construção de uma escola e de um hospital,
deixando a cidade um ponto estratégico entre Belém, Goiás e o sertão do
Maranhão. Em 1894 a freguesia foi completamente destruída pelos índios
Assurinis da reserva Trocará. Através do Decreto n.4505, de 30 de dezembro de
1943, o nome Tucuruí substituiu São Pedro de Alcobaça.
Até 1947 Tucuruí pertenceu ao território de Baião. A Lei 63 de 31
de dezembro daquele ano, criou o município de Tucuruí.
A Estrada de Ferro Tocantins foi extinta
em 1974, mas desde o ano anterior já estava chegando a cidade os empregados da
Eletronorte que iriam trabalhar na construção da Usina Hidrelétrica Tucuruí. A
obra de grande dimensão provocou uma verdadeira explosão demográfica em
Tucuruí, que não tinha infra-estrutura para receber tanta gente. A rotina da
cidade passou a girar em torno das obras da hidrelétrica, que começaram em
1976. A usina foi inaugurada em 1984, levando energia elétrica para vários
pontos do Estados e também para o Nordeste do país, mas acabou provocando
um grave problema social, ao dispensar milhares de trabalhadores que não tinham
outra opção de emprego.
Além da sede do município o núcleo onde
moram os trabalhadores da hidrelétrica. chamada de Vila Permanente, construído
pela Eletronorte.
Em março de 1980 ocorre
uma das maiores cheias no rio Tocantins, superando a mais conhecida, de 1926. A
cidade de Tucurui e a usina a ser construida 7 km a montante se localizam no
baixo Tocantins, na cota 19 metros em relação ao nivel do mar.
Na UHE Tucurui, em 1980 as obras
estão nas fundações, com ensecadeiras de mais de 56 m de desnivel entre a crista
e a fundação de rochas. Os trabalhos de concretagem estão na primeira fase. A
ensecadeira é um pouco diferente daquelas construidas em Ilha Solteira e Jupiá.
Pela característica do rio, tem um muro defletor de concreto na extremidade a
montante, para evitar a erosão. A crista da ensecadeira da montante tem cota 27
m e a da jusante de 19 m em relação ao nivel do mar.
Para a previsão de
vazão, o sistema da usina contava com 5 postos de supervisão, que faziam
leituras diárias enviadas ao centro de processamento de informação. No dia
16/2, a vazão chega a 35.000 m3/s. No dia 25 / 2, o volume é de 51.000 m3/s,
com previsão de passar dos 60.000 m3/s no começo do mes de março. Com esta
vazão prevista, a crista da ensecadeira a montante e a jusante pode ser
superada pelo nivel do rio e emergencialmente é realizado o levantamento da
ensecadeira em 3 metros, bem como do muro defletor para minimizar o risco de
overtopping. Com estas providências, a ensecadeira passa a poder suportar
uma vazão de até 70.000 m3/s. Em dois de março de 1980 a máxima vazão é
atingida e chega a 61.000 m3/s, não representando risco para a obra.
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